Segunda-feira, 15 de Outubro de 2012

Li este livro há muito tempo, numa edição de capa dura de 2001 do Círculo de Leitores. Chamava-se 'O cavaleiro de bronze', o que fica bem mais próximo do título original 'The bronze horseman'. Fui agora buscá-lo à estante e ainda está como se fosse novo, embora com as páginas amarelecidas pelo tempo.

 Imagem retirada do site Goodreads

A edição do Círculo de Leitores tem uma capa muito semelhante a esta, apenas com tons mais amarelos e traduzida para português.

Lembro-me que na altura adorei a história e lembro-me de ter procurado uma continuação da história na então pouco procurada internet que eu nem tinha em casa. Sei que encontrei uma notícia que anunciava que a autora estava a escrever a tal continuação e que se iria chamar 'The Bridge to Holly Cross'. Nunca me esqueci desse nome mas o tempo foi passando e acabei por deixar de dar importância ao assunto.

 

Há dias, descobri na página da Goodreads que há já mais dois livros escritos a partir desta primeira história. Fazem parte da trilogia 'Tatiana e Alexander' (o nome dos protagonistas). E hoje ao passar os meus olhos pela pagina da Fnac dou de caras com este 'O grande amor da minha vida'. Não tem nada a ver com o título que eu li mas o que me chamou a atenção foi o nome da autora que acho que nunca teve nada traduzido para português, além daquela edição do Círculo de Leitores. Está em pré-venda com entrega prevista para amanhã, dia 16/10.

 

 Foto do site Fnac

 

Segue um breve resumo deste primeiro volume da trilogia que espero que continue a ser traduzida para português.

 

"Tatiana vive com a família em Leninegrado. A Rússia foi flagelada pela revolução, mas a cidade mais cosmopolita do país guarda ainda memórias do glamour do passado. Bela e vibrante, Tatiana não deixa que o dramatismo que a rodeia a impeça de sonhar com um futuro melhor. Mas este será o pior e o melhor dia da sua vida. O dia fatídico em que Hitler invade a Rússia. O dia assombroso em que conhece aquele que será o seu grande e único amor. Quando Tatiana e Alexander se cruzam na rua, a atração é imediata. Ambos sabem que as suas vidas nunca mais serão as mesmas. Ingénua e inexperiente, Tatiana aprende com o jovem soldado os prazeres da paixão e da sensualidade. Atormentado pela guerra e pela incerteza quanto ao futuro, Alexander descobre a doçura dos afetos. E, enquanto as bombas caem sobre Leninegrado, eles vivem um amor que sabem ser eterno mas impossível. É um amor que pode destruir a família de Tatiana. Um amor que pode significar a morte de todos os que os rodeiam. Ameaçados pela implacável máquina de guerra nazi e pelo desumano regime soviético, Tatiana e Alexander são arremessados para o vórtice da História, naquele que será o ponto de viragem do século XX e que moldará o mundo moderno."



publicado por Sandra F. às 21:22
Segunda-feira, 08 de Outubro de 2012

Por onde começar é a minha dúvida...

 

Sou daquelas pessoas que,quando o livro que estou a ler não me atraí ou simplesmente não está sempre a chamar por mim, o deixa de lado com um 'quando tiver mais tempo, leio'. Daí que todas as resenhas de livros que gosto sejam abonatórias para os mesmos e daí que pareça que devoro tudo o que seja livro. Ora, isso não se encontra muito longe da verdade. Contudo, posso dizer que sou bastante selectiva nos livros que leio. E sou bastante rigorosa na procura de histórias que me agradem. E depois, tenho a sorte de me encantar pelas histórias certas nos tempos certos. Por isso, não estranhem se eu pareço sempre demasiado favorável nas resenhas que escrevo aqui.

 

Hoje vou falar sobre o último livro que li e que acabei ontem. Não fiz imediatamente esta resenha porque fiquei a pairar um pouco nos contornos finais da história que, por acaso, é maravilhosa. Atrever-me-ia mesmo a dizer M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A!!!

 

Mas o mais engraçado é que comprei o livro muito acaso. Ofereceram-me um livro que (confesso) não gostei e quando o fui trocar à Fnac, deram-me um vale. Bibliólica como sou, corri a escolher outro. Primeiro pensei em algumas obras de Charles Dickens, em inglês, que tinham em formato bolso (entre as quais Little Dorrit que anseio por ter mas... preferia a inexistente versão portuguesa). E já tinha três desses livros na mão, quando, por curiosidade, vou espreitar os restantes expositores. Ora, isso é um erra crasso para alguém como eu que fica sempre a pensar 'Tenho de fazer uma lista para não me esquecer deste e daquele título'. Há uma passagem neste livro que vou falar que me define completamente: "...de tal maneira que havia livros enfiados em todos os espaços. Tudo aquilo produziu em mim o mesmo efeito que a visão de uma loja de brinquedos produziria sobre uma criança de seis anos."

 

Quando peguei n'O segredo de Sophia de Susanna Kearsley, foi por mero acaso pois até a capa achei desinteressante (apesar da imagem bonita). Mas depois li a contracapa e gostei da introdução ao livro. E caí na asneira de o desfolhar por entre os dedos. Começo a acreditar que há algo que nos puxa definitivamente para uma história. Resumindo, pousei os outros três títulos do Dickens, peguei n'O segredo de Sophia de Susanna Kearsley e toca a rumar para a caixa como quem não quer a coisa. Foi só terminar os últimos capítulos do livro que andava a ler então e peguei imediatamente neste que devorei em pouco mais de meia dúzia de dias (tem 509 páginas).

 

Confesso que a princípio me senti ligeiramente defraudada comigo mesma. Mas isso foi apenas nos primeiros capítulos. Depois a história adensa-se de uma forma interessante e chamativa e as personagens são de tal forma envolventes que é impossível parar de ler. Na história temos presentes todos os pontos de intersecção entre um mundo criado pela heroína, que é uma escritora de romances históricos, e o seu mundo real. E à medida que ela vai escrevendo a sua história vai-se apercebendo que os factos que escreve foram realmente reais e que há entre ela e a sua heroína muita coisa em comum; como se Sophia, a personagem do seu livro, a guiasse pelos factos de uma vida que fora real, intensa, sofrida e memorável.

 

 

Acho que não consigo expressar realmente o quão interessante é esta história. No fundo, temos duas histórias pelo preço de uma. E, apesar de ambas se colmatarem uma à outra, cada uma é interessante à sua maneira, acabando por se fundirem num final lindo, imprevísivel e que, a mim, me fez sorrir e desejar não estar no final do livro. A relação, principalmente de Sophia e John Moray, é triste mas intensa, maravilhosa e com contornos que nos fazem rir, suspirar, chorar e tornar a rir e a suspirar. Já a de Carrie com Graham é traquila mas simultaneamente engraçada e bonita. E Carrie, que vive perigosamente entre o presente e o passado, conta com este último para a salvar; só que para isso tem de revelar os segredos que o tempo guardou consigo.

 

É difícil qualificar uma história assim, muito menos tentar atiçar a curiosidade de outros. Eu quando li a contracapa do livro, gostei mas nunca achei que fosse tão bom. Por isso, deixo aquilo que me atraíu, mas sublinho que devem esperar muito, mas muito mais do que aquilo que vos deixo. E nunca esquecer que realmente 'Há emoções que o tempo não destrói' e que o segredo de Sophia demorou três séculos a ser revelado. Qual era? Só lendo. Eu não vou revelar.

 

'Carrie McClelland é uma escritora de sucesso a braços com o pior inimigo de qualquer artista: um bloqueio criativo. Em busca de inspiração, ela decide mudar de cenário  e visitar a Escócia, onde se apaixona pelas belas paisagens e pelo castelo de Slains, um lugar em ruínas que lhe transmite uma inexplicável sensação de pertença e bem-estar. Tudo parece atraí-la para aquele lugar, até mesmo o seu coração, que vacila sempre que encontraGraham Keith, um homem que acaba de conhecer mas que lhe é, também, estranhamente familiar.

 

Com o castelo como cenário e uma das suas antepassadas - Sophia - como heroína, Carrie começa o seu novo romance. E rapidamente dá por si a escrever com uma rapidez invulgar e com um imaginário tão intrigante  que a leva a perguntar-se se estará  a lidar apenas com a sua imaginação. Será a sua Sophia tão ficcional como ela pensa?

 

À medida que a sua escrita ganha vida própria, as memórias de Sophia transportam Carrie para as intrigas do século XVIII e para uma incrível história de amor perdida no tempo. Depois de três séculos de esquecimento, o segredo de Sophia tem de ser revelado'.

 

E... há mesmo emoções que o tempo não destrói!

 



publicado por Sandra F. às 20:41
O que nos move é a Paixão de Ler. Este blogue será dedicado às nossas leituras. É um espaço aberto para esgrimir opiniões sobre aqueles que são os nossos melhores amigos na solidão - Os Livros.
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