Quinta-feira, 29 de Agosto de 2013
 
 
 

Há vidas mais ocupadas e vividas que outras. A vida de Allan Karlsson foi uma vida que começou e se manteve ocupadíssima... ultrapassando os 100 anos.

Nós começamos precisamente no dia do seu centenário, quando Allan farto de estar no lar (há 11 anos por ter explodido a sua casa e não ter outro sitio onde ficar) decide saltar pela janela em fuga da irmã Alice e do Presidente da Câmara. O Lar tinha uma festa organizada em sua honra mas Allan tem melhores planos. Na realidade tem uma ausência de planos que o caracteriza.

Ao longo da sua vida Allan sabe sempre muito bem o que não quer, e as suas necessidades são, uma cama, comida e um pouco de bebida.Ele é simples, contendo numa só pessoa um misto de ingenuidade e de astúcia que lhe permitiu marcar os grandes conflitos do século XX e conhecer, O General Franco, Estaline, O presidente Truman e Mao Tsé Tung... Tendo recebido e prestado favores a alguns deles.


Este livro vem repor a história mostrando como Allan poderá ter sido uma peça essencial na criação da Bomba atómica e na queda da URSS.

Esta é evidentemente uma história fictícia, duma personagem que por mais desgraças que cause merece a nossa simpatia e parece ter toda a sorte do planeta do seu lado.

Para isso Allan consegue manter sempre a Calma, só se tendo irritado uma vez ao longo dos seus mais de 100 anos, isto aconteceu no dia em que o seu gato foi comido por uma raposa. É também uma pessoa que não consegue ouvir falar de religião e política. As grandes causas de discórdias no planeta.

Este livro no meio de todo o divertimento tem um fundo moral,  com três princípios chave:

  • Nunca é tarde demais para começar algo do zero,
  • Somos muitas vezes os criadores das nossas maiores limitações
  • Não se deve exagerar a importância das preocupações na vida.

 Será difícil ficar indiferente ao um estilo tão divertido de escrita.

 



publicado por Eva Sousa às 01:33
Quinta-feira, 15 de Agosto de 2013

 

 

 

Aconteceu em Roma, retrata a História de uma rapariga, filha de uma prostituta romana, que se torna assistente da Mulher de Mario Lanza, Betty.

Apesar de Mario Lanza ter mesmo existido, a história  contada  não é verídica.

Esta rapariga, a Serafina, tem duas irmãs mais novas, uma que canta muito bem e segue as pisadas da mãe e outra pequena ainda que gosta de guloseimas.

Serafina cuida da sua família e tendo 19 anos em breve terá de começar a trabalhar. Até ao ponto em que a Mãe lhe costura um vestido verde às bolinhas, muito  vistoso, nunca tinha pensado no Futuro. Neste momento vê-se a braços com a decisão difícil de perceber o que virá a ser. Ela tem a certeza de que não quer a vida da Mãe, tal como a Mãe tinha a certeza que não queria outra vida do que a que escolheu para si.

Por um feliz acaso torna-se na assistente pessoal de Betty e apoia a família Lanza, nas suas atribulações. Ao longo da História desenvolve  um amor intensamente correspondido pelo cozinheiro da Família, Pepe.

A história é-nos contada por uma Serafina já idosa, num lar. E é em tudo linda! Envolvente! e no fim comovente...

Este livro transporta-nos para Roma, numa época remota, para os sonhos e vivências de umas miúdas pobres, para o seio de uma família famosa, rica e disfuncional, para os sabores e vistas de Roma e para um amor envolvente muito real, em que não é tudo perfeito, mas que, enquanto as pessoas se gostam e vivem... é eterno!

Serafina teve uma vida cheia. A  ”história começa com a Mãe a chamá-la duma varanda em Trastevere: Serafina… Serafina… Serafiiiina!”



publicado por Eva Sousa às 01:34
Quarta-feira, 14 de Agosto de 2013

É desoladora a sensação de vazio e tristeza que nos fica depois de ler um livro destes; uma saga maravilhosa que nos presenteia com as vidas e agruras de três gerações familiares.

 

É desolador porque foram dias a fio mergulhada na angústia de Meggie O’Neill e de Ralph de Bricassart. E pode afirmar-se que estes dois coloriram uma das mais belas histórias de amor de que há conhecimento na história da literatura mundial. Colleen McCullough foi realmente uma mulher corajosa e abençoada, não só porque se atreveu a escrever sobre um padre católico que quebra todos os seus votos, como conseguiu narrar, de forma soberba uma história que se compõe, não só de romance, como também da evolução social, económica e política de quase todo um século. Foca ainda relações familiares complicadas, dolorosas e tantas vezes agrestes.

 

Quando digo que a história é triste, digo-o com firmeza. É sobretudo triste e faz-nos pensar em como tanta gente vive, vidas inteiras, sem conhecer a felicidade que tanto anseia; e em pessoas que abdicam daquilo que amam para perseguir um ideal, muitas vezes demasiado ambicioso e egoísta. Sacrificar um amor como o de Ralph e Meggie é um crime, mas um crime que mais criminoso seria se fosse perpetuado. Amor versus crença, versus religião… Ralph de Bricassart debateu-se toda a a sua vida com isso e acabou por optar por aquilo que era mais forte na sua consciência, pelo amor que sentia que devia a Deus. Meggie, essa lutou por esse amor mas nunca foi tão forte quanto Deus, quanto a igreja.

 

Vi a série de 1983 que retrata esta história. Acho que muitas pessas ainda se lembram dela. Havia poucos canais então e ver um padre católico agir daquela forma, por mais atraente e romântico que fosse, foi um choque para muitas pessoas, especialmente para os mais católicos. E Meggie, a descrente e pecaminosa que ‘seduzia’ Ralph, não lhe ficava atrás no que se referia a desdém por parte dessas pessoas mais religiosas. Mas o romance tudo venceu e a história deles foi escrita e filmada de forma tão envolvente que raras pessoas (principalmente as mulheres, claro) ficaram imunes ao seu encanto. Foi decididamente um marco da minha infância e nunca me imaginei a ler a obra que sempre achei demasiado extensa e maçuda. Mas valeu a pena! Muito. Aconselho.

 

E, sim, o livro é melhor que a série. Mas aconselho ambos.

 



publicado por Sandra F. às 00:15
Quarta-feira, 07 de Agosto de 2013

 

 

 

Este livro é uma comédia virtual dos tempos modernos.

Conta-nos a história de um casamento que já teve melhores dias e da interacção da mulher com investigador sobre a temática do seu casamento.

A relação deles começa com um inquérito e vai ao longo do tempo transformando-se numa amizade virtual e num amor pela personagem fantasiosa do outro. A mulher sente que tem no investigador um ouvinte, sente-se livre para dizer tudo o que não pode dizer na vida real e a oprime. O investigador é um porto seguro, um homem carismático e também ele num casamento a desfazer-se. A mulher 22 – nickname- apaixona-se pelo investigador 101 – nickname, que também ele está apaixonadopela mulher22.

Mas a mulher22 pertence a uma família, perdeu a mãe, tem um marido que como todos os maridos e todas as pessoas humanas, categoria na qual estes se inserem têm defeitos e qualidades, tem filhos amigos um emprego, fracassos e conquistas duma vida.

 Com o tempo de 20 anos de casamento a história de amor da mulher22 e do seu marido tornou-se numa história de afastamento, e estes dois apaixonados aos 20 e poucos anos tornaram-se praticamente em estranhos aos 40 e poucos.

Ao longo do tempo os casais podem divergir na sua evolução, e têm de aprender a conhecer-se novamente e a reconhecer a pessoa que começaram a amar. Esta é a história desse percurso!

 

Afinal o marido da mulher22 pode ser uma pessoa que ela tem de redescobrir e as questões do investigador 101 podem no fundo ser o mapa de retorno a casa, para esta mulher perdida.

 

Aconselho vivamente esta leitura lúdica, leve e divertida. No final termina-se o livro com um sorriso nos lábios….E com uma nota de esperança. às vezes basta que as pessoas se esforcem como se o amado fosse alguém a quem não se está habituado.



publicado por Eva Sousa às 18:00
Terça-feira, 06 de Agosto de 2013

 

 

 

 

 

 

Este livro do Francesco Alberoni propõe-se a abordar de uma perspectiva sistemática o Amor e o Sexo, o erotismo e o tipo de relações que se podem basear no complemento dos dois ou na ausência de um deles.

O livro em si baseia-se muito em depoimentos e em material retirado de literatura sobretudo de Anaïs Nin e Erica Jong, analisa também os pensamentos e correntes de alguns filósofos, sobretudo mais contemporâneos, sobre a temática.

Eu conheço muitos dos livros do Francesco Alberoni, comecei a ler por piada e sempre que vejo um novo adquiro-o para a minha coleção de livros. tornei-me uma fã convicta.

Admiro a escrita do senhor e penso que consegue através da ciência chegar ao cerne das nossas convicções e desejos mais profundos na relação com o mundo,  os outros e muito especialmente com os outros que amamos.


Estes livros são a resposta a muitas das nossas dúvidas nas interacções humanas e na forma crua como este em concreto é escrito aproxima-nos dos sentimentos que origiraram os depoimentos.

 

O Erotismo e o sexo   são mostrados como formas de expressão humana, nas suas necessidades mais concretas e pessoais, podendo ir do mais doentio ao mais puro e sublime...



publicado por Eva Sousa às 22:15
Terça-feira, 06 de Agosto de 2013

 

 

 

 

As velas ardem até ao fim é uma história de dois homens que foram amigos, se separarem e depois de 41 anos de separação se reencontram uma última vez para conversarem sobre os pontos que ficaram sem solução na relação deles.

A amizade deles era, apesar das diferenças entre ambos, duma natureza que nem o tempo, nem a distância podem eliminar. Contudo, a proximidade, a intimidade, a confiança tendem a aproximar-nos daqueles que são mais semelhantes de nós. A atracção dos opostos é uma ilusão.

Na história desta amizade, e sendo que toda a amizade verdadeira é uma forma de amor mútuo recíproco, transforma-se em ódio. Talvez não num ódio visceral, mas num ódio que um momento de loucura ou planeamento poderiam ter convertido numa situação fatal.

Eles são dois amigos que lutam por algo em comum e cada um deles abarca apenas partes dessa luta. Uma mulher que é possuída e possui os dois torna-se no terceiro vértice deste triângulo. Esta mulher dá a alma, o corpo abandonado, o amor e a intimidade a um. Ao outro dá a mão!

 

Este livro é a história do encerrar de assuntos inacabados entre dois amigos que são irmãos de alma, é a continuação de uma conversa inacabada…

 



publicado por Eva Sousa às 21:22
O que nos move é a Paixão de Ler. Este blogue será dedicado às nossas leituras. É um espaço aberto para esgrimir opiniões sobre aqueles que são os nossos melhores amigos na solidão - Os Livros.
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